Descrição

"Vi um homem tentar negociar com eles uma vez. Ele ofereceu ouro, comida, até a própria vida. Mas matilhas não fazem acordos. Elas apenas devoram."

— Cidadão de Kadabia, desconhecido.

Os grupos nômades de hobgoblins, chamados de matilhas, são grandes comunidades que viajam por quilômetros. Cobrindo um vasto território, desde o norte de Kadabia até a extensão do Principado das Fadas, essas comunidades seguem rotas de caça específicas, geralmente acompanhando bandos de bufalões em suas migrações e ciclo de vida natural.

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Membros

Tamanho
Contando com uma média de até 100 membros, as matilhas são grupos altamente organizados, independentes uns dos outros e criados sob pilares rígidos: a cultura, a tradição, suas crenças e seus costumes.

Liderança
A matilha é liderada por três figuras centrais:

  • Patša: líder da caça, escolhido por um ritual xamânico, responsável por definir rotas de caça e manter a segurança da matilha.

  • Baš: segundo no comando, nomeado pelo patša, supervisiona novos caçadores e auxilia nas estratégias do grupo.

  • Ruhlar'kllan: guia espiritual e xamã dos hobgoblins.

Funções
A caça é essencial para a sobrevivência da matilha. Todos os adultos aptos são caçadores, enquanto outros desempenham funções específicas:

  • Kisüit: preparam a carne para conservação.

  • Ktegü: tratam peles e fabricam vestimentas e tendas.

  • Kanklär: utilizam ossos, sangue e chifres para produzir alimentos, ferramentas e itens culturais.

Os jovens hobgoblins amadurecem rapidamente e são criados coletivamente dentro da matilha. Desde cedo, aprendem a caçar e a colaborar para o bem comum.

  • Aos 5 anos, já sabem manejar lanças e arcos.

  • Aos 6 anos, caçam pequenos animais ou começam a aprender outras funções dentro da matilha.

  • Aos 10 anos, acompanham caçadas maiores.

  • Aos 16 anos, são considerados adultos, prontos para assumir suas funções na sociedade.

Mesmo sem participar da caça, os ölkän (anciões) são respeitados como guardiões da tradição, contadores de histórias e conselheiros dos mais jovens.

"Um filhote de hobgoblin pertence à matilha antes de pertencer a si mesmo. Ao nascer, o fardo de gerações é posto em suas costas."

A Vasta Feérica, livro sobre as criaturas de Faernan escrito por Elathir Vaelios.

História

Não se sabe ao certo quando os hobgoblins chegaram a Faernan. Provavelmente, são descendentes de um ancestral comum dos orcs, desenvolvendo-se nas terras feéricas até se tornarem o povo que são hoje.

Desde o início de sua história, os hobgoblins em Faernan foram um povo nômade, sem terras fixas. Uma de suas mais antigas lendas conta a história do primeiro líder de caça da maior matilha de hobgoblins que já existiu, chamado ber'patša Ät'khan – o único a receber o prefixo ber (primeiro) no título de patša (líder da caça).

Durante uma intensa caçada que se estendeu por meses, Ät'khan e seus caçadores perseguiram um grande bufalão, uma criatura nativa de Faernan semelhante a um búfalo gigantesco, cuja carne e pelagem são extremamente valiosas para as matilhas. Essa presa, o maior bufalão já visto, foi ferida por uma lança de Ät'khan, mas não sucumbiu à ferida mortal. Mesmo enfraquecida, a criatura correu por quilômetros até o coração do Principado das Fadas.

Lá, ainda com a matilha de Ät'khan em seu rastro, o enorme bufalão encontrou-se com uma criatura feérica que habitava a região. Comovida pelo estado da fera, que já não podia mais continuar sua fuga, a fada sacrificou sua própria vida para conceder ao bufalão a chance de sobreviver ao ataque. Sua pelagem, antes marrom como o barro molhado das chuvas, tornou-se branca como a neve que cobria as grandes montanhas – seu corpo, já impressionante, foi imbuído de magia feérica.

O bufalão, chamado então de Zurak'tusk – a Grande Presa Branca, também conhecido como Caça Não Caçada – continuou a ser perseguido por Ät'khan e fugiu para o extremo norte da região, onde a temida montanha Biek'bozur cortava os céus. Mesmo ciente dos riscos que um território de caça tão impiedoso oferecia, o ego de Ät'khan o fez insistir na perseguição, o que resultou em sua morte. Alguns ainda acreditam que seu corpo permanece congelado no topo das montanhas.

Com a morte de Ät'khan, o primeiro e maior líder de matilha dos hobgoblins, seus grupos se dividiram e se fragmentaram ao longo dos anos. Atualmente, apenas quatro grandes grupos ainda resistem, mantendo suas raízes nos costumes nômades; desses, apenas dois ainda caçam os bufalões como presa principal.

Costumes

Valores
Tópico a ser escrito.

Regras
Tópico a ser escrito.

Tradições
Tópico a ser escrito.

Crenças

Religião
A sociedade hobgoblin é profundamente conectada às suas crenças espirituais, preservadas desde a era de Ät'khan. Eles acreditam que tudo no universo possui Ruhlar, uma energia vital recebida ao nascimento e presente ao longo da vida.

Ruhlar provém de Ruhlar'venä, um mundo espiritual interligado ao mundo físico, onde os espíritos transitam invisíveis. Apenas alguns hobgoblins, chamados de Ruhlar'kllan, possuem afinidade para perceber e se comunicar com Ruhlar. Esses guias espirituais desempenham papéis essenciais, escolhendo líderes, curando ferimentos, atuando como parteiras e protegendo a matilha de espíritos malignos.

Os Ruhlar'kllan se destacam desde a infância por um desenvolvimento precoce e uma percepção aguçada do mundo ao seu redor. Em vez de serem treinados para a caça, tornam-se aprendizes dos xamãs, preparando-se para assumir essa função na vida adulta.


Tipo Grupo independente
Étnico-cultural

Matilhas Kyzyl’tör

Elyk’tör

Kauryj'tör

Syngan’tör

Locais Kadabia
Faernan

Principado das Fadas
Faernan

Aliados Indeterminado

Rivais A maioria dos reinos
Faernan